segunda-feira, 29 de julho de 2013

Advogado fala sobre declarações de Luan e contraponto da Polícia.

 
Mateus Marques reforça tese de seu cliente e declara que o processo em Livramento ainda pende por julgamento.
 
As últimas declarações feitas por Luan Barcelos, acusado do latrocínio de seis taxistas no Estado, sendo três em Sant’Ana do Livramento, foram veementemente rebatidas pela Polícia Civil, especialmente pelos delegados locais.
Em suas declarações, durante entrevista concedida a um veículo de comunicação da Capital do Estado, Luan negou as mortes e ainda disse que teria assinado declarações prontas previamente. Na cidade, a Polícia Civil fez questão de deixar claro que mesmo sem qualquer depoimento do acusado, o caso já estaria encerrado, pela riqueza de evidências materiais que apontam Luan como o principal suspeito dos crimes, que chocaram a sociedade gaúcha.
 
Esta semana, o jornal A Plateia recebeu contato telefônico do advogado de Luan, Mateus Marques, que emitiu informações a respeito da repercussão das declarações de seu cliente, que aguarda julgamento preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).
“Em atenção ao que foi referido pelo Delegado de Polícia, no último dia 16 de julho, a respeito da entrevista concedida por Luan Barcelos a um jornal de Porto Alegre, esclareço que ele relatou que não praticou os homicídios de que está sendo acusado, trazendo aos fatos não uma nova versão, mas a sua versão, que será devidamente comprovada no decorrer do processo, inclusive no que se refere aos depoimentos prestados por Luan junto às autoridades policiais de Livramento e Porto Alegre. Segundo informação, os depoimentos já estavam prontos, e Luan acabou assinando-os forçadamente. Nesse ponto, para ter ideia, no depoimento de Luan, em Porto Alegre, a riqueza de detalhes é tamanha, que seria impossível alguém lembrar de tudo, inclusive cor da casa, placa dos táxis e etc. Em determinado momento do interrogatório, Luan diz que conhecia pouco a cidade, mas relata de forma precisa os nomes das ruas, becos, se o sentido da via é centro-bairro e etc. Realmente, surpreende quem trabalha somente com direito criminal há mais de 10 anos. De outra sorte, o processo de Sant’Ana do Livramento ainda pende por um julgamento de uma exceção de incompetência, para verificar qual Juízo é competente para julgar o processo, se Rivera ou Livramento, devido ao local onde os crimes foram praticados”, disse Mateus Marques.
 
 
 
 
 
Fonte: Jornal a Plateia.

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