No dia 22 de julho deste ano, o policial civil Jorge Tadeu Chaves Duarte, 52 anos, foi assassinado com dois tiros na cabeça dentro de uma boate no bairro Navegantes, zona Norte de Porto Alegre. No entanto, quatro meses depois do caso, a família reclama que pouco se avançou na elucidação do crime. A defesa ainda informa que chegou a ocorrer falhas na investigação.
Entenda o caso
Faltava pouco tempo para Jorge Tadeu Duarte se aposentar da Polícia. Ele ainda mantinha negócios paralelos em parceria com outras pessoas, como uma empresa de segurança e uma casa noturna. Segundo informações da família, antes do dia 22 de julho deste ano, ele havia sofrido um atentado durante escolta na BR 116. Quase foi atingido por um disparo de arma de fogo. Pouco antes de ser assassinado, tentaram explodir o veículo dele com um coquetel molotov quando chegava em casa. As suspeitas recaíram para pessoas que estariam tentando prejudicar os negócios dele. No dia em que foi morto, um ex-funcionário teria entrado na boate que ele era sócio e efetuado dois disparos na cabeça da vítima. O acusado foi reconhecido e teve prisão preventiva decretada, o nome e foto de Carl Richard Malmann, 24 anos, foram divulgados na Imprensa. Mas a defesa diz que, apesar da preventiva decretada, devido a um erro administrativo, o nome não entrou no sistema na primeira semana. Este fato pode ter facilitado a fuga do suspeito. A defesa solicitou à Justiça nova preventiva e só então o nome de Malmann foi inserido no sistema de busca da Secretaria da Segurança.
Questões em aberto
Uma das questões é sobre o paradeiro do suspeito. Segundo a família, todas as testemunhas reconheceram que ele entrou na boate e atirou no policial. Além disso, é ex-funcionário da casa noturna e da empresa de segurança. Também seria conhecido de várias pessoas ligadas à vítima. Para a defesa, haveria subsídios suficientes para tentar localizar o acusado. Uma segunda questão em aberto é o fato da família desconfiar de que Malmann poderia ter cúmplices. Primeiro devido ao interesse em prejudicar a vítima nos negócios que possuía e segundo pelo fato de ninguém ter visto o acusado ingressar na boate no dia do crime. Jorge Tadeu havia reforçado aos seguranças do local que estava sendo ameaçado e que redobrassem a vigilância, inclusive dando nomes de supostos responsáveis pelas ameaças. Por fim, a defesa lamenta que as tentativas de atentados ocorridas antes do assassinato não terem sido investigadas. A única coisa que a Polícia pode informar no momento, para não prejudicar a investigação, é que todas as medidas possíveis para apurar a autoria do crime estão sendo adotadas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário